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A Área:
A área em que está sendo implantado o Projeto está localizada nas coordenadas M-01 02°38'51'' 51°48'18''; M-02 02°38'24'' 51°48'00''; M-03 02°39'06'' 51°47'11''; M-04 02°39'34'' 51°47'29''; M-05 02°39'43'' 51°46'29''; M-06 02°40'21'' 51°46'53'' e; M-07 02°39'01'' 51°48'25'' , e se situa nos municípios de Senador José Porfírio e Portel, na micro-região do Xingu, no oeste do estado do Pará - Brasil.

A área possui cerca de 500 ha., toda com cobertura florestal nativa.
Trata-se de uma região relativamente plana, com terrenos de fraca ondulação, cuja hidrografia é composta por vários igarapés e igapós, servida por dois períodos distintos um de estiagem e outro de chuvas, respectivamente no verão e inverno amazônicos.
Por se localizar relativamente distante dos principais centros urbanos locais, sendo o mais próximo a cidade de Senador José Porfírio, de onde dista cerca de 25 Km., e pelas dificuldades de transporte, seu ecossistema mantém suas características nativas, preservado que está das ações antrópicas.
Divisão da Área:
Para melhor operacionalização e logística do Projeto, vigilância constante e conservação e manutenção permanente, a área está dividida em glebas de 1,0 ha. cada, através da abertura de caminhos de penetração, de forma a reduzir ao mínimo o impacto desta abertura sobre o meio ambiente local.

Esta divisão tem também dois outros objetivos práticos:
a. permitir que as pessoas ou associações que adotarem as árvores possam, com maior facilidade, identificá-las, caso desejem visitar o local onde elas se encontram;
b. proporcionar facilidades para os trabalhos de pesquisa que venham a ser desenvolvidos no local por pesquisadores nacionais e/ou internacionais, reduzindo os custos das mesmas.
De outra forma, têm-se a intenção, também, uma vez implantado o Projeto, de que a área venha a se constituir em importante sítio para o turismo ecológico.
A Flora:
A floresta de cobertura na região do Projeto está composta, em sua maioria, por mata de terra firme, a típica hiléia amazônica.
Entretanto, nas partes mais baixas do terreno, e nos entornos dos igarapés e igapós, pode-se identificar inúmeros outros tipos de formações florestais.
A riqueza de diversidade de espécies é outra característica, já identificada no Projeto-Piloto desenvolvido, como pode ser verificado na tabela 1.
É importante destacar, porém, que o tamanho da amostra utilizado não é significativo para a dimensão da área, quer para referenciar a diversidade de espécies, como para medir a dispersão e incidência das mesmas pela área total do Projeto.
Plotação das Árvores:
A plotação das árvores obedecerá a todo um procedimento metodológico utilizado nas pesquisas agroflorestais de campo, e consistirá, inicialmente, das seguintes etapas:
a. identificação das árvores com mais de 0,50 cm. de diâmetros;
b. catalogação das árvores identificadas na etapa anterior, pelo seu nome popular e científico;
c. plotação das árvores no campo através da utilização de GPS (Global Position System - Sistema de Posicionamento Global).;
d. elaboração da planta detalhada da árvore, com indicação das coordenadas geográficas de cada uma das árvores.
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